4.3.16

[Resenha #826] Eu Estive aqui - Gayle Forman @editoraarqueiro @gayleforman


Eu Estive aqui
Gayle Forman
ISBN-13: 9788580414233
ISBN-10: 8580414237
Ano: 2015
Páginas: 240
Idioma: português
Editora: Arqueiro
Skoob
Classificação: 4 estrelas
Compre: Saraiva

Sinopse:
Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo... Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal?
A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos.
Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo... e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida.
Eu estive aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível.



Eu Estive Aqui escrito por Gayle Forman é um livro bem complexo. A narrativa em primeira pessoa discorre sobre Cody, uma jovem de dezoito anos de idade, cuja sua melhor amiga Meg, acaba de cometer o suicídio. Cody fica arrasada com a perda de sua melhor amiga e de como não foi capaz de notar nada de diferente que a levasse aquele fatídico fim.


[...] Supostamente, eu era a melhor amiga dela, e não sabia nada disso, porque ela não me contou. Ela não me contou que achava a vida um sofrimento insuportável. Eu não fazia a menor ideia [...].



Cody e Meg viviam em uma cidade pequena e simples. Meg ganhou uma bolsa de estudos e tinha ido estudar em outra cidade. Cody ficou pra trás, com sua melancolia, sem perspectivas de mudanças de vida, sem dinheiro para pagar uma faculdade, com um pai ausente e uma mãe displicente.




O enredo se inicia quando a pedidos dos pais de Cody, ela vai até onde Meg morava para pegar seus pertences. Uma vez lá, Cody começa a vislumbrar uma Meg diferente da que ela conhecia. Motivada pela curiosidade, começa uma investigação intrigante, cheia de revés a procura de respostas. Cody fica ainda mais desnorteada e exasperada com Meg e suas motivações quando descobre o seu segredo mais obscuro.



Achei que a participação da Meg na história foi só um ponto de partida para a narrativa, pois ela nunca foi uma presença real na história, que na verdade é bem centrada nas descobertas pessoais e amadurecimento de Cody. Ela que acabou se sentindo incompleta com a perda da amiga, pois sempre foi muito dependente daquela amizade e pela primeira vez está se vendo sozinha, tendo que se conhecer e se aceitar, tendo que ser ver como um ser dissociado de outra pessoa. Achei que o motivo da morte de Meg, foi na verdade para que pudesse transformar a jornada pacata de sua amiga.


[...] Perdi alguém recentemente. Uma pessoa tão importante que é como se fosse parte de mim mesma tivesse morrido. E agora  não sei mais ser como antes. Ela era meu sol, e então meu sol se apagou [...].



O romance possui uma forte percepção de honestidade e dignidade que conseguiu me espantar. O mistério em torno do suicídio de Meg toma um caminho diferente do que imaginei e o livro sem sombras de dúvidas concede ao leitor um olhar novo e significativo para a existência dos que tiram a própria vida.


Eu recomendo este livro para fãs de livros que se interessam por uma história verdadeira, repleta de perda, sofrimento e redenção cuja viajem de descobertas para chegar ao centro do problema consiga partir seu coração.

[...] A vida pode ser difícil, bonita e caótica, mas, com um pouco de sorte, a sua será longa. Se for, você verá que é também imprevisível e que há momentos de escuridão. Mas eles passam, às vezes graças a muito apoio externo, e o túnel se alarga, permitindo que os raios de sol entrem. Se você estiver na escuridão, pode parecer que vai continuar nela para sempre. Tateando às cegas. Sozinho. Mas não vai – e não está sozinho [...].



11 comentários

  1. Estou a tentar visitar todos os seguidores do Peregrino E Servo, e verifiquei que eu estava a seguir sem foto, por motivo de uma acção do google, tive de voltar a seguir, com outra foto. Aproveito para deixar um fraterno abraço.
    António Jesus Batalha.

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  2. Não consigo ler nada da autora :(
    Já tentei ler Seu eu ficar e não consigo passar das primeiras paginas :(
    E esse parece ser legalzinho mas não é meu tipo de livro.

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  3. Quero muito ler esse livro! Adorei a resenha... bjs

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  4. Já tenho o e-book, esta na minha lista,mas pelo que li aqui acho que vou adiantar a leitura. Gostei muito da resenha.

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  5. Oi, Ná!
    Amei esse livro quando li. A busca da Cody pelos segredos da Meg a levou a cantos inimagináveis. Gayle escreve muito bem. <3
    Beijão!

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