18.4.18

Entrevista com a autora Amy Alward da série Diário de uma Garota Alquimista @amy_alward


Amy Alward é uma autora inglesa que se mudou para o Canadá os 11 anos, e descobriu seu talento para escrever ao se tornar diretora editorial de uma grande editora de livros infantis. Em 2013, foi apontada pela revista Bookseller como uma estrela em ascensão na cena literária. Seu romance de estreia, intitulado The Oathbreaker's Shadow, foi indicado em 2014 para o Prêmio Branford Boase na categoria melhor livro de estreia de literatura jovem no Reino Unido.


A Editora Jangada publicou a série Diário de uma Garota Alquimista, e os livros são:
-A Poção Secreta
-A Poção Perdida
-A Poção Mortal


Já está à venda o lançamento "A Poção Mortal", último volume da série "Diário de uma Garota Alquimista". Acompanhe mais essa aventura da nossa querida Sam Kemi!
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Segue entrevista feita a autora Amy Alward: 


A cada dia consigo atribuir significados diferentes aos seus livros, de como eles surgiram e se mantiveram na minha vida. É certo que o modo como temos nossos primeiros contatos com livros definem o quão fácil será nossa aceitação deles em nossas vidas. Como foi seu primeiro contato com os livros? Você consegue se lembrar do primeiro livro que leu?

Considerando o quanto eu amo ler agora, surpreendentemente eu não era uma boa leitora quando criança. Foram meus pais que persistiram lendo toda noite para mim, e eventualmente eles começaram a ler para mim uma série de mistério com uma detetive adolescente chamada Nancy Drew. Bem...eu fiquei viciada! Eu tinha que saber o que aconteceu com Nancy, então ao invés de esperar meus pais lerem para mim, eu peguei o livro e comecei a ler. Desde então, não larguei mais os livros...

Qual é o papel do livro para você? Um item de entretenimento, um convite à reflexão e à crítica, ou apenas uma manifestação da sublimação do autor? E na sociedade, qual você acredita que deve ser o papel do livro na formação do ser humano?

Eu acho que os livros são muito importantes para a sociedade de hoje. Eles não são apenas formas fantásticas de escapismo e entretenimento, mas eu acredito que os livros nos ensinam a ter empatia e a como nos relacionarmos melhor com outros seres humanos nesse mundo doido e acelerado que nós vivemos. 

Acredito que escrever fantasia é difícil - é o gênero mais exigente -, visto que é preciso criar um novo universo com suas próprias regras, leis, mitologia e criaturas. Fazer isso de forma criativa e ao mesmo tempo convincente é para poucos. Você sentiu dificuldades em criar um novo mundo? Quais foram as maiores desafios no momento da concepção?

Eu realmente amo criar novos mundo e inventar novos sistemas mágicos e criaturas – é um playground maravilhoso para minha imaginação imensa! – mas é definitivamente desafiador! Eu acho que a parte mais difícil é dar informações suficientes para os leitores para que eles possam entender o mundo, mas não tantas informações que possam confundir os leitores e a história. Mesmo num complexo mundo de fantasia os personagens precisam estar no centro, de forma que os leitores realmente se identifiquem com o livro. 

O universo criado na série “Diário de uma Alquimista” é repleto de referências a diversas criaturas já existentes em outras histórias, mas trabalhadas de forma diferenciada. Quais foram suas referências na escolha de quem comporia estes locais?

Uma das minhas partes favoritas de escrever é pesquisar as histórias, mitos e lendas de outras partes do mundo. Eu amo viajar, então sempre que eu vou a um novo país eu sempre arranjo tempo para ir a museus ou conversar com as pessoas sobre as mitologias com as quais elas cresceram. No primeiro livro da série “Diário de uma Alquimista”, eu pesquisei lendas sobre o ‘amor’ em diferentes partes do mundo. Por exemplo, na China, as pérolas têm uma afinidade com o amor e casamento, então eu incluí a pérola como um dos ingredientes da poção do amor. 

Um traço original em sua história é conseguir nos fazer se sentir dentro de um universo medieval, por conta da monarquia e das tradições alquímicas, ao mesmo tempo em que a tecnologia atravessa a trama, nos lembrando de que tudo se passa na modernidade. Esta tensão entre a tradição e a modernidade, e a crítica que os sintéticos trazem é uma mensagem que você gostaria de passar aos leitores sobre nosso mundo?

Obrigada por se atentar a isso! Sim, eu quis muito explorar a tensão entre tradição e a vida moderna nessa série, porque é algo que eu vivenciei na minha própria vida. Onde é a linha entre progresso e acreditar em antigos caminhos e valores? Como você pode avaliar o conhecimento de nossos idosos ao mesmo tempo em que aceleramos com a tecnologia? Eu não tenho certeza se sei a resposta para essas perguntas, mas eu gosto de explorar essas ideias nos meus livros! 

Site da autora : http://amyalward.co.uk/

Um comentário

  1. Essa série está na minha listinha desde que vi o lançamento do primeiro livro. Tenho o e-book, mas não li ainda.
    A autora é um amor, adorei as perguntas bem elaboradas e respostas;
    beijos
    whoosthatgirrl.blogspot.com

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